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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A saga canina

Depois da longa saga-  23 dias com colar elizabetano, finalmente a Doutora Andréa, oftalmologista veterinária do Haus anunciou: Ele está de alta!
Que alívio, foi muito difícil este tempo todo de expectativa.
Mas não deixei cair a peteca, por mais que desejasse tirar, mantive o abajur bem firme com uma coleira forte e ele se virou coitadinho.
Agora até parece que se sente um pouco só sem aquele parangolé.
De qualquer forma,  voltaremos a boa e velha rotina.
Novidades? Sim:
Seus olhos passaram de olhos de pires para olhos de prato de sobremesa. Os cílios são aparentes e ele não chora mais.
Também iniciamos a comidinha caseira sob a supervisão da doutora Paloma, nutricionista veterinária.
Ele amou a nova dieta e já recebi muitas dicas de como lidar com os pequenos percalços. Segundo ela, ele não está tão gordo assim! Ele é grandão e musculoso. Uns 3 quilos e estará ótimo.
Miguel ficou muito feliz! Tá vendo? Que gordo que nada!!
Todos nós traçamos caminhos muitas vezes desconhecidos, indefinidos, esperando fazer o melhor, mas nem sempre dá certo. Que direção tomar nesta ou naquela encruzilhada?
Desta vez deu tudo muito certo e estou começando a relaxar.
Resta caprichar no que for possível e curtir os melhores momentos com meu amigão.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Um dia

Pão francês com manteiga e café puro.
Uma hora de corridinha.
Uma banana com canela.
Uma hora na fila do banco.
Suco de abacaxi com hortelã sem açúcar.
Uma tarde inteira para pensar em:
Helena - que voltou em paz pra São Paulo e já entrou no ritmo da cidade;
Haus - que ficou inconsolável no Rio, de colar elizabetano, colírios de horário  e blefaroespasmos.
E...todo o resto da vida para pensar em chocolate, a paixão que não cede, nem que eu consuma todo o "galã" que houver.
Nos quadris, o chocolate aparece arredondado e meio... enrugadinho.
Que pena...
Muitas paixões emagrecem...
Esta não. Definitivamente.
E agora tenho que correr atrás do prejuízo...

sábado, 3 de setembro de 2011

Um cachorro infeliz

Nada pode torturar mais um animal que o colar elizabetano.
Alguns dirão que o dono sofre mais que o bicho, que se adapta rapidamente e tira o incômodo de letra.
Bom, não sei se o cão dos outros administra bem o colar, mas o pobre Haus está muito infeliz.
A maior parte do tempo está tenso com as duas patas da frente fincadas no chão e olha desconsolado para quem passar por perto: - tira isso de mim, por favor, tira isso de mim....
Somente quando está exausto adormece e eu torço para  ele  dormir bastante assim o tempo passa mais depressa.
Porque terá que ficar com o colar por três semanas inteirinhas (ainda bem que ele não sabe, senão tentaria se afogar na piscina).
Pondero que  se ele passou tanto tempo com os cílios a raspar suas córneas dia a dia, será melhor depois do tratamento e da cirurgia.
E estamos conversados, não vou desistir.
Quem vê sofre junto, o caseiro quer morrer de pena e por mais que eu explique, sou a tirana da vez.
Sinto muito, sinto mesmo.
Estou caprichando nas aplicações dos remédios, sessões de carinho e ajudando no que posso para ele sofrer menos.
Já dizia minha mãe quando eu era adolescente: cada um tem que cuidar de suas próprias doenças.
Minha doença atual é psiquica: Meu cachorro está vestido de freira e não está feliz.