Mostrando postagens com marcador Páscoa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Páscoa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de março de 2012

Uns ovos

Olho os ovos de Páscoa e resisto.
Chego em casa e me arrependo de não ter insistido.
Vou ao mercado, não encontro o ovo que quero e desisto.
Em casa, reclamo que me falta chocolate.
Então compro logo três.
E como todos, para não querer comer o próximo.
Comi chocolate demais, estou enjoada.
Mas é só até amanhã e a ambivalência vai voltar com tudo.
E novos ovos de chocolate ou coelhinhos Pascoais.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vá com Deus!

Sentado sobre a mureta, com ar cansado, contraído, fumava um cigarro de palha.
- O que foi, senhor Antônio, está doente?
- Não, não, está tudo bem, só estou esperando a máquina esfriar (Estava cortando a grama.)
Algumas horas depois voltei ao jardim e ele estava em pé e olhava longe para lugar nenhum enquanto comia um pedaço de pão.
- Está mesmo tudo bem?
- Sim, só vim comer alguma coisa antes de continuar, senão...
Não disse mais nada. Fiz o pagamento, acrescentei um "agrado" de Páscoa, ele sorriu contente.
Falou alguma coisa com o cachorro, que chegara para participar da conversa. O nome do bicho é Haus mas ele o chama de João.
Hora de ir embora, despediu-se como sempre -  Fica com Deus, boa semana e até sábado se Deus quiser; brincalhou com o "João" e foi-se.
Fiquei pensando de onde veio essa minha inquietação com ele, que tem um coração doente, pronto para explodir..
Mas, não, não foi pelo coração que senti o alarme. O olhar tinha uma densidade inesperada. As mãos um tremor inusitado.
Vasculhando aqui dentro encontro arestas não aparadas- super aquecimento da máquina.
Sou eu de novo que me deposito no primeiro anteparo...
Paciência. 
-Vá com Deus Sr Antônio, boa semana e até sábado se  Deus quiser!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vícios, "melhor não tê-los"!

Opa! Mas.... já?
Levei um susto quando entrei no supermercado e estava armada a cabana de ovos de Páscoa.
Tempo de perigo: nervos, olfato, gula e paixão aflorados. E nem posso fingir que não estão ali, porque com a minha altura às vezes esbarro neles. Pensei em comprar só um coelhinho, sabe aquele que é só uma casquinha de chocolate. É justamente isso que me dá tanto prazer na Páscoa. Chocolate bem fininho que a gente pode quebrar em pedaços pequenos e deixar derreter no céu da boca. Mas se eu começo com um coelhinho hoje, quando ainda falta  um mês para a semana santa, até lá...
Já sei! Vou inventar um chocolate do desejo, algo muito particular, que só exista... algo que não exista! Talvez não tenham inventado ainda um ovo feito com chocolate meio amargo, crocante, lindt, casquinha fina e ... nada de recheios! Acho que é isso! Não existem ovos de Páscoa sem recheio. Pelo menos um saquinho com ovinhos menores, sempre tem.
Bom, definido o chocolate do desejo, inatingível, sobra tempo para ir me engambelando durante esse mês.
Quando chegar a hora vou comprar meu coelhinho e deixá-lo derreter aos poucos, eu também um pouco derretida de prazer!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Chocolatômetro

Entrou no ônibus urbano, que liga a grande rodoviária à rodoviaria do bairro.
Ali estariam esperando seus pais, doidos para vê-la e abraçar muito.
Todos  repararam no embrulho oval com embalagem vistosa dourada e ficaram levemente enjoados. Era um ovo de Páscoa!
A Páscoa havia passado, fazia mais de uma semana. Todo mundo já atingira o grau máximo de saturação a chocolates.
A mamãe tinha resolvido passar a Páscoa sem muitas calorias mas naquelas alturas o chocolatômetro estava negativo.
Deu trabalho transportar esse mimo de Sampa até o Rio de Janeiro.
Quando chegaram à rodoviária do bairro, ela foi a primeira a descer.
Houve um grande alarde por parte da mamãe, que adorou o agrado. 
Já no carro, ela conversava com papai que dirigia.
Mamãe se esbaldava no banco traseiro, comendo cada pedaço com muito prazer!