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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Porcelanato

Minha varanda está em obras. Ninguém entra pela porta da frente! Pelo menos até amanhã quando secar o piso.
Puxa....tinha que ser sexta feira? E tinha que chover assim logo hoje?
A chuva veio pra ficar e este tempinho me deu uma vontade doida de comer feijoada.
Não uma feijoada qualquer mas uma super feijoada. Caldinho de feijão, hummmm.
Como estamos de dieta, vou ficar só pensando nela, até passar a vontade ou sucumbir...
Bem, poderia assistir uns filmes, dormir até tarde, ler meu livro...
Mas há poucas opções além de encher a pança num fim de semana que promete ser bem molhado.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A mimosa saudade

Existe um  tipo de saudade que é menos definitiva do que o para sempre.
É uma doença crônica que vai acompanhando a gente pela vida, às vezes mais pungente, em outras só uma brisa.
Mas basta uma pessoa querida ir morar no exterior para criar-se a doença da falta.
A Renata, minha irmã, é especialista em morar longe. Ela, que faz uma alegre fuzarca na vida da gente quando vem, costuma dizer que perto do dia da viagem para o Brasil, a doença se agrava. Segundo ela a saudade  tinha estado cochilando guardada em um cantinho da casa, para que ela pudesse tocar em frente a rotina, o dia, o viver. Mas, na hora de arrumar as malas para vir, acaba por desencantar a mimosa, que fica então exposta e aflora e cheira a pão de queijo e a bolinho de feijoada. Imagino que parte disso se deve ao fato de ela pensar em cada um de nós, de se empenhar em trazer presentes especialmente escolhidos  e para todos; além das encomendas que sempre aparecem, é claro. Eu, por exemplo, sempre tenho um objeto de desejo para a próxima vinda, assim que ela acabar de partir.
Ela também sofre muito, já uns dias antes de voltar para casa e esta parte nós compartilhamos.
É frequente vê-la dar um suspiro fundo, passando os olhos pelas pessoas queridas e dizer: ai...ai...
Ela diz que quando volta para casa leva mais de um mês para doer-se menos, enquanto vai reorganizando o dia a dia. A saudade por fim,  acaba meio esquecida, adormecida em uma gaveta de lembranças.
Bem, se estivéssemos todos vivendo juntos, certamente estaríamos às turras com velhas discussões e diferentes pontos de vista.
Porque a convivência e a rotina nunca ouviram falar em saudade.
Por outro lado, ver-se e tornar a ver-se um ano depois refina o prazer de estarmos juntos mais uma vez.