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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Escotomas


Escotomas cintilantes e moscas volantes. A manhã começou assim. Ainda sonolenta, achei que fosse um besouro. Tentei alcançá-lo, mas ele fugia soberbamente. Então compreendi e desisti de persegui-los. 
Desisti também de reparar nestes presságios: Uma dor de cabeça...
Tomei café, coloquei óculos escuros e saí para caminhar. 
Ignorei a desdita. 
Depois de uma hora cheguei em casa feliz  e tomei um banho quente. 
Enrolada na toalha, voltei ao quarto e reparei que, no chão, perto da janela, havia um besouro morto e de verdade. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Nublado

Hoje acordei triste.  Todas aquelas imagens do 11 de setembro de ontem ficaram povoando meus sonhos.
O tempo também não ajuda, está frio e muito nublado. Costumo chamar dias assim de dia-enxaqueca, porque há uma claridade difusa que me faz muito mal, é um gatilho para minhas dores.
Temos que reagir sempre, ir contra a corrente se necessário ou aproveitar a correnteza a favor dos nossos objetivos. A superação, seja da dor ou da falta ou mesmo de uma doença , clareia os sentidos. Somos então mais fortes, encontramos motivo para existir e continuar.
Mesmo que continuar signifique escrever outra vez sobre o que já foi escrito.
Poque mais cedo ou mais tarde é preciso reforçar as estruturas de existir.
É isso que estou fazendo hoje.