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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Nublado

Hoje acordei triste.  Todas aquelas imagens do 11 de setembro de ontem ficaram povoando meus sonhos.
O tempo também não ajuda, está frio e muito nublado. Costumo chamar dias assim de dia-enxaqueca, porque há uma claridade difusa que me faz muito mal, é um gatilho para minhas dores.
Temos que reagir sempre, ir contra a corrente se necessário ou aproveitar a correnteza a favor dos nossos objetivos. A superação, seja da dor ou da falta ou mesmo de uma doença , clareia os sentidos. Somos então mais fortes, encontramos motivo para existir e continuar.
Mesmo que continuar signifique escrever outra vez sobre o que já foi escrito.
Poque mais cedo ou mais tarde é preciso reforçar as estruturas de existir.
É isso que estou fazendo hoje.

domingo, 11 de setembro de 2011

Dez vezes o onze

11 de setembro.
11 de setembro.
11 de setembro.
11 de setembro.
11 de setembro.
11 de setembro.
11 de setembro.
11 de setembro.
11 de setembro.
11 de setembro.

Há dez anos, todos os anos.
Dói lembrar e ver. As mesmas imagens, os mesmos gritos e os mesmos corpos. Algumas imagens novas. Poucas. Mas tudo parece novo. E sempre vai parecer.
Até o final dos tempos, ou da mídia - o que vier primeiro - teremos o 11 de setembro.
Tomara que não precisemos mudar de catástrofe.
Porque mesmo sem querer, pouco a pouco vamos nos acostumar.
E talvez doa menos.