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terça-feira, 7 de junho de 2011

Frustrações

Devagar, bem devagar vai passando a raiva e a frustração.
Eu já sei de mim há tanto tempo e não me acostumo. Fico a mercê de um curto circuito muito rápido, nenhum outro pensamento me distrai.
Com o tempo, o correr dos dias, vou ficando menos ultrajada e mais triste, com esta infelicidade crônica de quem não sabe perder.
Ausente, incapaz de sair desse carrossel implacável, tonta, aguardo que tudo pare e que o circo apague suas luzes para que eu possa dormir embalada em um pequeno fragmento de comprimido para insônia.
Tenho que esperar  meu tempo de dor e cicatrização.
Só então estarei novamente íntegra, completa e eventualmente feliz.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Frustração

O menino urrava! Ela segurou firmemente em seu antebraço e o arrastou até o carro. Coloque o cinto! Deu a volta e sentou-se ao volante. Da próxima vez voce fica esperto. Ele chorava ainda, não era birra, era raiva, muita raiva.  Foi direto para o quarto jogou longe os tênis e entrou debaixo do chuveiro, vestido como estava. A água quente derreteu suas defesas e agora ele chorava de mansinho.
Quando a mãe veio chamá-lo para o jantar ele dormia enrolado na toalha de banho, o cabelo molhado sobre o travesseiro. No banheiro, em uma poça amarfanhada jazia o uniforme do colégio. Ela suspirou, catou tudo para levar até a área de serviço, olhou para ele preocupada, depois fechou a porta com cuidado. Dentro do quarto, na penumbra do sono intranquilo ele soluçava ainda.