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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Uns balões

A manhã já tinha começado e eu estava cochilando, preguiçosa, o restinho do meu sono.
O telefone tocou ao meu lado, bati a mão até localizá-lo no criado-mudo e atendi de olhos fechados:
-Alô?
Era o Miguel. Ele tinha saído de casa para o hospital fazia menos de dez minutos, mas parecia muito animado. Disse:
- Sabe aquela praça em frente ao condomínio Barra Bali ?
- Sim?
Estão inflando dois balões enormes, um deles já quase pronto e o outro bem vermelho estão desdobrando ainda.
- Ah, tá...
- Você não quer ir lá ver? Está cheio de gente e eles são tão bonitos...
O que eu queria mesmo era dormir por mais uma horinha... Mas ele estava tão animado...
Então levantei, me vesti e fui até a praça. Vasculhei cada metro, perguntei aos porteiros... Nada, ninguém sabia coisa alguma.
Fiz uma volta completa, olhei para o céu - quem sabe já estavam flutuando - nada, só o azul, o azul tão definitivo do céu do Rio.
Voltei para casa e fui cuidar da vida; e a essa altura já estava bem desperta.
Será que sonhei? Será que realmente houve algum balão?
Seja lá como for, sonho ou estímulo,  o fato me fez sair do marasmo.
Porque depois de caminhar sob o sol e o céu azul gritante, todas as minhas moléculas se agitaram.
Um pouco mais de energia e estaria pronta para o Rock in Rio!

domingo, 29 de maio de 2011

A Bocha

Em nossas habituais caminhadas, Miguel e eu sempre passamos ao lado de uma quadra de bocha, atração apreciada por vários moradores do Condominio Barra Bali. Conheço o jogo faz muito tempo, quando ainda em São Paulo e passeávamos no parque da Aclimação. Quem está jogando nem percebe o mundo fora da quadra, tamanha a concentração, ficam horas pelejando para acertar as bochas no tal de bolim. (Sim, é uma bolinha). Há toda uma sutileza no jogo que não compreendo. Ao olhar de fora, do passeio, vemos vários jogadores parados em pé, que olham para um ponto específico da quadra e enquanto isso conversam a meia voz.  Preciso fotografar isso é muito curioso.
Neste sábado, depois de uma semana fresca parcialmente ensolarada, fechou o tempo. Saímos para nosso passeio e ainda havia sol, mas depois de uma hora caía um chuva fria. Até chegar em casa ficamos ensopados. Ao passar pela cancha, lá estava um indivíduo molhado da cabeça aos pés, jogando as bochas!
Ao que o Miguel não se conteve.
- " É que são duas modalidades de bocha. A convencional e a bocha úmida!"