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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Uns balões

A manhã já tinha começado e eu estava cochilando, preguiçosa, o restinho do meu sono.
O telefone tocou ao meu lado, bati a mão até localizá-lo no criado-mudo e atendi de olhos fechados:
-Alô?
Era o Miguel. Ele tinha saído de casa para o hospital fazia menos de dez minutos, mas parecia muito animado. Disse:
- Sabe aquela praça em frente ao condomínio Barra Bali ?
- Sim?
Estão inflando dois balões enormes, um deles já quase pronto e o outro bem vermelho estão desdobrando ainda.
- Ah, tá...
- Você não quer ir lá ver? Está cheio de gente e eles são tão bonitos...
O que eu queria mesmo era dormir por mais uma horinha... Mas ele estava tão animado...
Então levantei, me vesti e fui até a praça. Vasculhei cada metro, perguntei aos porteiros... Nada, ninguém sabia coisa alguma.
Fiz uma volta completa, olhei para o céu - quem sabe já estavam flutuando - nada, só o azul, o azul tão definitivo do céu do Rio.
Voltei para casa e fui cuidar da vida; e a essa altura já estava bem desperta.
Será que sonhei? Será que realmente houve algum balão?
Seja lá como for, sonho ou estímulo,  o fato me fez sair do marasmo.
Porque depois de caminhar sob o sol e o céu azul gritante, todas as minhas moléculas se agitaram.
Um pouco mais de energia e estaria pronta para o Rock in Rio!

sábado, 9 de julho de 2011

Vinícius e Frederico

Ontem foi um dia especial. Foi aniversário do Fred, meu sobrinho querido que atualmente mora e trabalha em São Paulo.
Também comemoramos, aqui no Rio, o segundo aniversário do Vinícius, um menininho muito esperto, filho do Léo e da Priscila. Fazia tempo que não íamos a uma festinha de criança. Fiquei muito encantada com o espaço da casa de festas, havia atividades muito modernas para as crianças como tirolesa e paredão de escalada, além dos clássicos: piscina de bolinhas e animadores. Feliz, comendo salgadinhos deliciosamente calóricos em boa companhia, lembrei-me das festas do Frederico e da Helena.
Compareci a pelo menos dois aniversários do Frederico, ainda na época em que não tinha a Helena e morávamos em São Paulo. Íamos com mais frequência até Uberaba e pelo menos duas vezes participei ativamente das festas. Numa delas fazendo o bem - era o auge das tartarugas ninjas e eu desenhei e pintei as verdes criaturas em camisetas para as crianças da festa. Adorei fazer isso e as crianças curtiram bastante. Não sei se na mesma festa ou em outra estive "do lado negro da força". Enquanto distribuía os balões, a meninada jogava ao chão, pisava para estourá-los e em seguida corria para buscar outro.  Acabei surtando e estourei todas as bolas que restavam sob os olhares amedrontados das crianças. A Fernanda, mãe caprichosa, sempre filmou as festinhas e registou este momento de maluquice. Ela também tem guardadas cenas inesquecíveis de quando presenteou Frederico com um cãozinho dentro de uma caixa com laço de fita. A surpresa e a empolgação dele, pulando junto com o cachorrinho é de chorar de emoção. E também outra cena, esta assustadora, quando uma daquelas velas que lançam faíscas acabou queimando toda a mesa do bolo para desespero dos convidados.
Ano passado estava em São Paulo nesta época e Helena e eu almoçamos com o Frederico e demos muitas risadas. Ele ficou um tanto aflito quando viu que a vela era daquele tipo maligno, mas nada havia ali para queimar, a não ser nossas pestanas, que foram poupadas.
Vale muito a pena comemorar aniversários, principalmente dos pequenos.
Se não pelos docinhos e o bolo, pelo menos pelas doces lembranças que nos trazem de nossas próprias festividades.