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domingo, 13 de novembro de 2011

O voo solo

Criar é para a vida.
Um grão e outro,  um pouco de carinho e mais um tanto de grão, farinha, açúcar e outro grão.
Assim é a criação.
Momentos intensos, de grande amor, alegrias, às vezes desespero ou tristeza, ou só a calma; isso é criar.
Orgulhar-se é criar.
Confiar no esboço e na estrutura e nos pontos de apoio.
Confiar é arte.
E arte é criação.
Arte é para a vida. É para voar. Para seguir seu curso natural. Para fazer um ninho e recomeçar.
Porque criar é sempre para a vida e jamais para si próprio.
Criar é libertar-se

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

H

O H de Helena, esta tecla do meu computador, insiste em não escrever. Talvez por ser inspirada - fala-se como se não existisse - seja a letra mais misteriosa do alfabeto. Seu som é imprevisível ao combinar-se com outras letras e a estrutura forte do seu desenho me lembra Helena.
As torres gêmeas, se tivessem o braço de ligação nem teriam caído.
Seja maiúscula em forma de degrau de escada, seja minúscula em forma de cadeirinha, nunca deixa a desejar. Convida ao dar-se as mãos, convida ao descanso.
Aqui no Rio, o H faz parte do sotaque: Beijosch, baschta, vamosch!
E é bastante eclético:
Shhhiiii, as crianças estão dormindo.
Hahahaah, isso é mesmo muito divertido!
Ah, não, não vá embora ainda.
Hein? quem disse essa bobagem?
Preciso apertar com força a tecla desta letra que amo tanto.
Saudades de um abraço que dizem ser o melhor!