Mostrando postagens com marcador rottweiler. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rottweiler. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Os vira-latas

Todos somos vira-latas! Não somos?
Aqui por perto, muitos que caminham com seus cães de raça, mostram na pele, no cabelo, no corpo inteiro sua miscigenação.
Há o casal nipônico, ele mais arraigado que ela em suas raízes. É habitual cumprimentarem com um aceno mesmo que eu esteja a centímetros deles. Ele anda um metro na frente. Sempre. São adoráveis mestiços.
Uma inglesinha de cabelo crespo tem seu rhodesian ridgeback tão bonito e amável que dá gosto vê-los. Ainda vou comprar um... 
Já os vira-latas são doados...
Meu cão é um rottweiler com pedigree. Bonito, arrogante, poderoso. Mas dá um trabalho doído mantê-lo, contê-lo, amá-lo. É uma grande paixão em minha vida, mas ando preferindo os vira-latas;  já tive alguns gatos sem raça definida. São mais resistentes, mais fáceis de cuidar, como somos nós, os humanos comuns, uma sopa de letrinhas. 
Os vira-latas, quando filhotes, são um enigma: Que porte terá? E o pelo? Será crespo? Será longo? E esse alegre rabo enrolado? Que felicidade!
Nós também somos uma incógnita quando nascemos. Teremos o porte do pai? A pele da mãe? A inteligência do avô?
Não saber para que lado se inclinará tal pepino, e para onde irá depois de torto é nosso maior prazer ao ter bebês para criar.
Deixemos que a sábia natureza, tão capaz de misturar ingredientes e gerar rebentos sólidos, se mostre.
Ser vira-latas é tudo de bom!



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vacinas

O veterinário veio vacinar meu rottweiler, o Haus, neste fim de semana. O bicho é bruto com quem é estranho, faz cara feia e rosna, mas é um bobão engraçado e peculiar com os da casa. Montei um esquema infalível há alguns anos. Aviso ao veterinário que prepare tudo  na sala, o cachorro preso lá no canil. Qaundo ele já está com as seringas na mão, armo o barraco. Cachorro com enforcador e focinheira, o caseiro passa a guia do enforcador por baixo da dobradiça do portão mais forte que tenho e puxa com toda a força; e  eu dou uma prensada vigorosa nele, entre a parede e o portão, entendeu? Ele fica imobilizado - que é o que ele mais detesta, mas é rápido e sem complicações. O veterinário chega nesta hora, seringas prontas em punho faz a aplicação, sai de cena, liberto o cachorro e faço-lhe um agrado - "muito bem, bonito"- bolachinha, carinho, bolachinha - e ficamos todos contentes. Mas mesmo que nada saia da rotina, sempre fico tremendo por uma boa meia hora. Quero que dê tudo certo, mas que aflição!
Pensando bem deve ser a emoção de ver meu animal vacinado e saudável pelo próximo ano.