Comecei a faculdade de medicina em Uberaba em 1977, antes de casar e mudar para São Paulo. Fiz várias amizades nesses dois primeiros anos em que as matérias e os ambientes da faculdade são tensos - Anatomia, microcópio, provas práticas, gincanas.
Atualmente é ocasional que eu ouça falar de algum colega daquela época.
A Helena se forma este ano na ESPM em São Paulo. Desde o primeiro ano, tem uma amiga muito querida, que nasceu em Uberaba, como eu. Como se não bastasse a coincidencia, o pai dela foi meu colega naqueles dois anos de medicina.
Não sei onde ela aprendeu a lutar... no meu tempo a única academia de artes marciais de Uberaba era o Gaona, onde meus irmãos treinaram judô.
Gabi é muito sensível, mas sabe que tem "a força" e assim navega ao sabor das ondas, entre investidas intimidantes e recolhimento cauteloso.
Há uns meses foi de metrô até a rodoviária de São Paulo comprar passagem. Distraiu-se na viagem e no susto acabou descendo uma estação antes do terminal rodoviário.
Decidiu ir a pé. Isso parece tanto comigo que até dá aflição. Errar a estação e ir a pé? Mas essa sou eu!!
Ela é uma menina, parece recém saída da adolescência, puxa, ninguém vai acreditar.
Mas, olha, desta vez não estou inventando. Ela é de verdade e é maluquinha. Foi assaltada enquanto caminhava e reagiu, - "larga minha mochila, você não vai me roubar!" e o ladrãozinho, que tinha um canivete, levou uns bons sopapos e ela se feriu nas mãos.
Não sei quanto tempo depois ela tocou a campainha do apartamento de Helena. Machucada, magoada e assustada, depois de um tempo de conversa, concordou que talvez não devesse ter reagido.
Helena cuidou daquela figurinha fragilizada e depois me contou.
Eu fiquei ouvindo e cada cena era tão familiar... Nunca aprendi a lutar mas tenho um pequeno samurai aqui dentro e sempre acho que posso tudo. Também desmonto às vezes e em outras, adoeço.
E agora fico aqui pensando, porque será que entre tantos colegas de faculdade, a Helena foi encontrar na Gabriela uma de suas melhores amigas?
Atualmente é ocasional que eu ouça falar de algum colega daquela época.
A Helena se forma este ano na ESPM em São Paulo. Desde o primeiro ano, tem uma amiga muito querida, que nasceu em Uberaba, como eu. Como se não bastasse a coincidencia, o pai dela foi meu colega naqueles dois anos de medicina.
Não sei onde ela aprendeu a lutar... no meu tempo a única academia de artes marciais de Uberaba era o Gaona, onde meus irmãos treinaram judô.
Gabi é muito sensível, mas sabe que tem "a força" e assim navega ao sabor das ondas, entre investidas intimidantes e recolhimento cauteloso.
Há uns meses foi de metrô até a rodoviária de São Paulo comprar passagem. Distraiu-se na viagem e no susto acabou descendo uma estação antes do terminal rodoviário.
Decidiu ir a pé. Isso parece tanto comigo que até dá aflição. Errar a estação e ir a pé? Mas essa sou eu!!
Ela é uma menina, parece recém saída da adolescência, puxa, ninguém vai acreditar.
Mas, olha, desta vez não estou inventando. Ela é de verdade e é maluquinha. Foi assaltada enquanto caminhava e reagiu, - "larga minha mochila, você não vai me roubar!" e o ladrãozinho, que tinha um canivete, levou uns bons sopapos e ela se feriu nas mãos.
Não sei quanto tempo depois ela tocou a campainha do apartamento de Helena. Machucada, magoada e assustada, depois de um tempo de conversa, concordou que talvez não devesse ter reagido.
Helena cuidou daquela figurinha fragilizada e depois me contou.
Eu fiquei ouvindo e cada cena era tão familiar... Nunca aprendi a lutar mas tenho um pequeno samurai aqui dentro e sempre acho que posso tudo. Também desmonto às vezes e em outras, adoeço.
E agora fico aqui pensando, porque será que entre tantos colegas de faculdade, a Helena foi encontrar na Gabriela uma de suas melhores amigas?