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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Olha, está chovendo.

Olha, que bom, está chovendo. Meu jardim sacode todas as suas folhinhas, agradecido.
Chove mansamente,  uma  melodia dedilhada em um pianinho de criança.
Gosto da chuva quando ela cai assim, em visita e de passagem.
Gosto também se ela vem para passar a noite, conta por onde andou e de madrugada, pega suas gotas e sem se despedir sai de fininho e deseja a todos um bom e produtivo Ano Novo.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Qual é o nome dele?

Alvoroço!!!
Por volta das seis da manhã, uma hora antes do despertador, acordamos com um som muito especial. Toc, toc....toc, toc... toc...toc, toc. Alguém batendo? Quem está chamando?
Um dia, ao abrir a janela mais cedo, descobrimos. Um passarinho pousado no encosto da cadeira de jardim, segura uma semente com o bico e bate com ela na madeira até extrair a castanha. É lindo. Imaginei que o espetáculo fosse durar enquanto ele vivesse, mas outras espécies aprenderam e hoje se alternam na tarefa. Vários bicudos agem da mesma forma. As vezes é um bem-te-vi, as vezes um sabiá, mas o mais comum é um passarinhozinho branco com uma listra preta que vai do bico à ponta da asa, muito comum aqui no Rio. Já ouvi o nome dele algumas vezes mas não guardei. É muito bom ouvir e ver esta interação tão espontânea e criativa, os caprichos da natureza. Miguel e eu nos deliciamos observando, escondidos atrás da cortina do quarto. Não, não fotografei... E nem vou fotografar... Você bem que "podia" acreditar...
Ou então, na sua próxima visita, eu mostro!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Saltimbancos

Tive uma saltimbanca no meu jardim, durante muitos anos. Ficava boba observando suas estrepolias e as festas que fazia.
Agora, ela toca, canta e dança no Texas.
Já perambulou pelo mundo, anos a fio, a fincar estacas, a armar o circo e, depois dos espetáculos, desarmar e seguir viagem. Quando vem por aqui é tudo tão festivo, que nem vejo o tempo passar.
Fiquei habituada aos sons de afinação dos violões, sinto saudade de serenatas e casamentos ah, que amor de criatura!
Tem partes com os duendes, acho que enquanto dormimos, vai conversar com eles dentro do oco das árvores. Lá, tira medidas e faz roupinhas e enchimentos. Também aproveita, enquanto descansa e conta histórias, para criar serezinhos simpáticos e assá-los no forno.
Finge que é um deles, abusa da fantasia e quase nos mata de susto.
Mas isso nos diverte muito!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Jardim Botânico

No Jardim Botânico, um prêmio. Uma família feliz, pura harmonia, linda de se ver. O tempo claro e seco, abençoava e absorvia. Meninos bonitos, saudáveis, alegres. As discordâncias pontuais eram muito bem resolvidas. O mesmo sorriso da mãe, os três tinham. O mesmo carisma também.
Tinha visto a plantação de pau brasil, arvorezinhas de tronco carmim, recanto de conversas paralelas. Esquilos pisavam em folhas mortas. Barulhinho bom. Orquestra natural.
Quando o silêncio inundava tudo, era o rei e sua comitiva que desfilavam na aleia com suas palmeiras imperiais.
Nós desfilamos também, refazendo o caminho da realeza.
E depois fizemos um lanche em muito boa companhia.
Preciso ir outras vezes ao Jardim Botânico. Passeio mágico.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A rosa mais alta

Minha roseira-trepadeira espalhou-se muro acima e a rosa mais alta espia a rua lá fora.
Estava vendo fotos antigas da nossa casa, antes de comprarmos. É curioso como fomos fazendo pequenas modificações, aqui e ali um detalhe, hoje é outro o jardim que conta nossa história. E eu que achava que não havia nada a ser modificado, que tudo estava perfeito, quando nos mudamos...