Mostrando postagens com marcador outono. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador outono. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Teorema pueril

No céu de um azul escancarado conversavam o sol e a lua, cada um em sua janela.
- Ei, garota o que faz aqui de manhã? Vá dormir que a labuta será intensa quando anoitecer.
- Ah, deixe-me em paz, estou tonta ainda, bebi demais.
- Pois não vá arrotar nuvens em meu terreiro recém varrido, hein?
Ela suspirou com preguiça daquela conversa àtoa, virou-se para o outro lado e meio minguada foi ficando por ali.
Ele que queria mesmo era jogar conversa fora, voltou a reparar, de sua posição privilegiada, nos detalhes da terra. Porque  quando chegasse a noite, forçosamente teria que ir dormir.
Tem sono cedo esse loirinho, mas faz um bem enorme por aqui, no outono.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Estações

Ah, o outono... Há momentos de um silêncio tão pungente que dói. Aquele espaço-tempo entre o sono e o despertar que parece infinito. O outono é assim, tão inesgotável, ao mesmo tempo que encanta, deixa já saudades.
Lá, adiante, bem em frente a mim, um cão ignora o outono. Sente a dor do inverno, sente a sede do verão, mas ignora as estações suaves.
Um dia ainda vou criar uma nova estação. Estas que temos não têm mais jeito.